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Esclarecendo algumas coisas sobre a genética

Os leitores que acompanham o blog a mais tempo, ou me seguem no twitter/facebook já devem ter lido, em algum momento, alguma maldição minha direcionada a genética. Tudo culpa da genética algumas pessoas conseguirem muita massa muscular, ou aquela definição maluca, ou serem para sempre gordinhas… Ou será que há uma confusão nesse conceito?!

O artigo do Paulo Muzy me esclareceu muito a problemática que foi criada em torno da genética versus ganho de massa ou perda de peso. Muzy é médico ortopedista-traumatologista especialista em fisiologia e biomecânica esportivas. Quem costuma comprar suplementos da Probiótica já deve ter pego um encarte com fotos e depoimentos deles. Conheci Muzy por indicação de um amigo (também médico e comentarista ativo aqui no Grego), autor do blog RH do Inferno, Alexandre Lucas. 😀

Em poucas linhas, Muzy explica que a genética não determina que tamanho ou grau de definição você pode chegar, mas determina a dificuldade para alcançar os resultados esperados. Todos podem ter um Corpo Ideal, mas as condutas/estratégias para duas pessoas terem resultado semelhantes são diferentes. Algo como, seu amigo se alimenta normalmente, vai na academia de segunda a sexta e é super forte, tem uma grande quantidade de massa muscular. Você precisa ir todos os dias, adiciona uma suplementação na dieta e ainda vigiar de perto a alimentação para ter uma quantidade de massa muscular parecida com a dele.

Ou seja, a genética não te impede. O que ela faz é criar mais dificuldades para alguns pontos ou ser facilitadora para outros. Sejam esses pontos bons ou ruins.

No artigo (que você pode ler na íntegra aqui) Paulo ainda destaca pontos que sempre comento: não tenha pressa, tenha metas. E saiba escolher um profissional adequado para não se frustar com objetivos não atingidos e não ter ganhos que não poderá sustentar ou a partir deles, manter a progressão.

Recomendo que leiam o blog dele. Os artigos, em sua maioria, são bem técnicos, com vários termos médicos ou da área de nutrição. Vale a pena quebrar a cabeça um pouquinho e jogar as “palavras difíceis” no google para adicionar em seu conhecimento uma informação tão rica quando a que ele oferece. 🙂

 

Leandro

Leandro, designer de eventos. Escreve sobre todas as novidades e tendências que interessam. Tecnologia, novos gadgets, moda, cuidados para o corpo, carros e filmes. Tudo que envolva o universo masculino e seu comportamento. Fale com o autor deste post pelo Twitter: @adamascado ou no Facebook.

6 comentários em “Esclarecendo algumas coisas sobre a genética

  1. Discordo absolutamente disto. Existem limitações genéticas sim. Exemplo simplório: há pessoas que não vão chegar a 43 de braço por maior que seja seu esforço, suplementação ou técnica. É claro que pessoas apesar de não ter facilidade para hipertrofia ou definição podem ter obter resultados através de técnica e disciplina, todos podem ter um corpo mas bonito ou saudável, mas nem todo mundo será 'musculoso' ou terá o "abdomen tanquinho'.

    Matéria de capa da Veja, 8 de janeiro de 1997:

    O que não dá, por mais que se tente, é mudar o que veio pronto. Todos – não importa se homem ou mulher – têm um limite de definição muscular. Duas pessoas, de mesmo peso, altura, idade, sexo e rotina de condicionamento físico, podem apresentar contornos bem diferentes. Os tipos de tecido muscular, de herança genética, dividem-se em dois grupos, fibras brancas e fibras vermelhas. As fibras brancas são as de força, as promotoras do desenvolvimento muscular. As fibras vermelhas são as da resistência. Levantar peso é serviço das claras. Caminhar, das escuras. Não adianta querer fazer brotar mais fibras brancas num corpo programado para ter fibras vermelhas em maior quantidade. 'Um atleta depende 80% da genética', diz o doutor Turibio.

    Do site <a href="http://www.hipertrofia.org” target=”_blank”>www.hipertrofia.org
    Não importa se estamos falando de fisiculturismo, corrida ou qualquer esporte no qual tamanho e força são os principais requisitos. Os principais atletas nestes esportes nasceram com este potencial, com ou sem esteróides.

      1. Não entendi se você questionou a validade de um artigo relativamente antigo ouo fato de eu lembrar dele. (rs)
        De qualquer nunca li um estudo ou matéria que 'reduzisse' a importância da genética. Quanto a eu lembrar eu realmente tenho memória muito boa para cosias que considero significativas. Abraço!
  2. Faz até sentido, se bem que cada um tem estruturas diferentes, um exemplo é o metabolismo da quebra de molécula de gordura que em uns é tão forte que uma simples caminhada diária é o suficiente para não ter gordura localizada. É bom lembrar que características ligadas ao genótipo passa de geraçao em geração , já o fenotipo não pois ele é adquirido de alterações do meio no caso da musculação. Antes de tudo isso não deixa de ser sorte já que uns tem que fazer mais esforços para alcançar objetivos. Um abraço a rodos que lêem o blog.

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